Deputado se pronuncia quanto à volta da Samarco
sexta-feira, 13 de maio de 2016

O deputado Enivaldo dos Anjos se pronunciou, no último dia 4 de maio, no plenário da Assembleia Legislativa (Ales), quanto à ação que o Ministério Público Federal instaurou contra a empresa Samarco, BHP Billiton e Vale do Rio Doce, em decorrência do desastre ambiental ocorrido em Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais.

“Já se passaram seis meses do desastre em Mariana, que também atingiu o Espírito Santo, e nenhuma providência objetiva foi tomada para socorrer as famílias que perderam suas casas e parentes que foram soterrados pela lama da Samarco”, alerta o deputado.

Enivaldo dos Anjos lembra que, agora, o setor empresarial, principalmente nos municípios de Guarapari e Anchieta, está se movimentando para buscar a retomada do funcionamento da Samarco e assim tentar socorrer o segmento que gira economicamente em torno dela nesses municípios.

“É justa essa luta para a retomada do funcionamento da Samarco. Acho até que a empresa não retornou ainda como uma forma de prevenção, numa atitude maliciosa. Querem tentar com esse jogo de ainda estar fechada sensibilizar as autoridades para não tomar providências contra eles. A Samarco deve voltar? Deve sim. Mas deve voltar dentro da lei e com responsabilidade social. Nenhuma empresa pode se esconder na geração de emprego, e imposto, e com isso conseguir ultrajar o Estado de direito, não preservar o meio ambiente e especialmente a vida humana”, ressalta o deputado.

 Segundo Enivaldo dos Anjos, a sociedade capixaba também é vítima da Vale do Rio Doce. “Essa empresa polui a Grande Vitória, principalmente a Capital, com o pó preto, que mata centenas de pessoas por ano e atinge todos os lares. É uma poluição descabida. Não tem como uma empresa como a Vale prestar esse tipo de serviço em qualquer lugar do mundo. Até porque fora do Brasil eles não conseguem fazer o que praticam aqui abusivamente. Nós temos que aproveitar essa operação lava-jato, e esse juiz Sergio Moro, e tentar incluir os crimes que a Vale, a Samarco e a BHP praticaram aqui no Espírito Santo, e continuam praticando, e inclui-los entre aqueles que estão hoje presos por desrespeitar as leis e a Constituição deste país. Só tem uma saída, é começar a prender esse pessoal que agride a comunidade, como agrediu a Samarco. Enquanto essa decisão não for tomada, os empresários brasileiros e os de fora vão continuar tratando o país como lixo industrial e não como fórum de desenvolvimento e geração de emprego”. 

 

Compartilhe: