CPI da Máfia dos Guinchos apura irregularidades nas concessões de placas de táxis
terça-feira, 17 de maio de 2016

Nesta segunda-feira, dia 17 de maio, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia dos Guinchos ouviu os 10 primeiros colocados na licitação promovida pela Prefeitura de Vitória para conceder 108 licenças para a operação de táxi na Capital. Os convocados foram Rosiane de Oliveira Puppim, que se classificou em primeiro lugar no certame e alcançou 52 pontos; Allan Jones Martins Mattos, 51 pontos; Rosiel Guimarães, 50 pontos; Fernando Almeida Gomes, 50 pontos; Elielson de Freitas Maia, 49 pontos; Luiz Cesar de Souza, 48 pontos; Brunno Tose, 48 pontos, Lorraine Neves dos Santos, 48 pontos, Anderson Esteves Bragança, 48 pontos; e Wellington de Souza Moraes, 48 pontos. Também foi convocado Heverton Ribeiro, que obteve a 74º posição.

O deputado Enivaldo dos Anjos, presidente da CPI, explicou que foi pedida a suspensão do edital por conta da denúncia em relação à comprovação de habilitação em línguas. “Com esse quesito, pessoas que estavam no final da lista passaram para os primeiros lugares. Por isso, resolvemos averiguar se os certificados apresentados não são falsos e se os taxistas realmente têm fluência com o idioma”, explica o deputado.

Enivaldo dos Anjos ressalta que esse quesito serviu apenas para tirar da lista os taxistas trabalhadores. “Quem não teve a ideia de fazer um curso rápido de línguas, acabou eliminado. Isso é um absurdo, afinal, Vitória não recebe tantos gringos que exija essa necessidade de ter fluência em idiomas. Quem dera recebêssemos tantos estrangeiros”.

Durante a sessão, todos os taxistas depoentes foram levados para uma sala e passaram por uma breve prova oral de fluência em línguas, com professores da Universidade Federal do Espírito Santo e consultores da própria Casa. Mas alguns se negaram a responder as perguntas, alegando que fizeram o que exigia o edital, isto é, entregaram os certificados, e que não é exigido fluência na língua, apenas o básico. “Não queremos prejudicar ninguém. Estamos apenas procurando justiça, afinal muitos trabalhadores acabaram prejudicados nesse quesito, por isso a importância da comprovação da fluência, porque isso só faz sentido se o taxista souber realmente falar a língua que está comprovando através da documentação apresentada. Só assim justifica essa pontuação. Por isso, quem não quis responder aqui as perguntas dos professores, terá que fazer isso judicialmente”, explica o deputado.  

Também foi levantada na sessão a exigência no segundo edital de um smartphone. “Isso, segundo denúncias, acabou tirando 160 pessoas do processo. “Podem ficar tranquilos, a gente não está aqui para prejudicar os trabalhadores que agiram corretamente. Mas todo mundo sabe que nessa máfia tem policiais, médicos, empresários, entre outros envolvidos, gente que possui várias placas em Vitória. É nossa função apurar as denúncias”, lembra o deputado.

Segundo o deputado Enivaldo dos Anjos, o pedido de suspensão do edital continua sob a análise do Tribunal de Contas do Estado. A próxima reunião da CPI dos Guinchos acontece no próximo dia 30. Serão convocados representantes das Associações dos Taxistas de Guarapari e 11 permissionários ligados a uma mesma pessoa.  

Prorrogação

Instalada em 26 de abril de 2015, com o objetivo de investigar irregularidades na apreensão de veículos e apurar suposta máfia por trás dos serviços de guinchos, num conluio com autoridades de trânsito, empresas rebocadoras de veículos e donos de pátios de serviço do Detran-ES, visando exclusivamente o aumento dos lucros, a CPI da Máfia dos Guinchos sofreu mais uma prorrogação, mantendo sua atuação até 2017. Mas a partir de agora, as áreas de investigação serão ampliadas, como é o caso dos táxis, 

 

 

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