"Ninguém vai parar a Lava Jato, porque ela é patrimônio da população brasileira"
quarta-feira, 25 de maio de 2016

Partindo de um elogio ao seu colega Sérgio Majeski por uma postagem feita nas redes sociais pedindo a punição de todos os envolvidos em corrupção, “a começar pelo meu partido”, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) surpreendeu o plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (24) abordando um tema nacional para defender a saída do governo interino de Michel Temer.
 

“Acusaram a presidente Dilma de mentir para ganhar as eleições e fizeram pior, tomando de assalto o legítimo direito da população de protestar com o objetivo espúrio de tentar frear a Operação Lava Jato e não atingir seus aliados. Ninguém vai parar a Lava Jato, porque ela é patrimônio da população brasileira. Em qualquer país sério, esse governo seria destituído”, disse Enivaldo.
 

O que o motivou a se posicionar foi a divulgação de conversas entre os senadores Sérgio Machado e Romero Jucá, que levou à queda de Jucá do Ministério do Planejamento do governo provisório do vice-presidente Michel Temer.
 

“Independente do lado em que se está, o que se comprova é que a Presidente Dilma tinha razão quando dizia que o processo de impeachment era um golpe, não por causa do impeachment, mas pelo que estava por trás do movimento, que visava proteger a pelo menos 80% dos membros do Congresso Nacional, que estão envolvidos com falcatruas e vão ser alcançados pela Lava Jato, mais cedo ou mais tarde”, salientou.
 

Para o deputado líder do PSD, é necessário haver coerência entre o discurso e o exercício da função pública. “Precisamos nos apresentar para a população com coerência entre o que falamos e que vamos fazer no cargo público. A população protestava justamente, contra aquilo que via estar errado, a condução econômica, a desorganização política, os acordos espúrios em Brasília, mas essa gente colocou lenha na fogueira para gerar uma situação em que pudesse tomar o poder de assalto para proteger bandidos”, disse Enivaldo.
 

“Esse bandidos – continuou o deputado – agiram nas sombras, quando a presidente Dilma recusou-se a interferir nas investigações da Lava Jato. E agora se sabe que as gravações de conversas dos senadores José Sarney e Renan Calheiros são ainda mais estarrecedoras do que essa entre Sérgio Machado e Romero Jucá”.
 

Na avaliação de Enivaldo dos Anjos, as propostas de ajustes feitas pelo governo de Temer são as mesmas que o ministro Nelson Barbosa fez, mas que foi impedida de ser votada “pelos mesmos que agora a apresentam”.
 

“Agora se sabe porque tanta pressa em votar o impeachment. Esse governo chegou para cessar as investigações da Lava Jato para que não chegue a quem tem de chegar, e não para resolver os problemas do país. Não estou do lado A ou B, mas estamos num país que precisa de uma faxina geral e não parcial”, concluiu Enivaldo dos Anjos.

 

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