CPI DA SONEGAÇÃO QUER QUEBRA DE SIGILO DA FUNDAÇÃO RENOVA
quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O presidente da CPI da Sonegação de Tributos, deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) solicitou a quebra de sigilo fiscal e telefônico da Fundação Renova e de seus diretores, durante a reunião conjunta das comissões de Inquérito que investigam crimes de sonegação e na emissão de licenças ambientais no Estado.

Ao fim da reunião com o presidente da Fundação Renova, Rogério Waak, o deputado colocou a proposta de quebra do sigilo da fundação em votação para os membros da comissão, que a estenderam também a todos os membros da sua direção.

A solicitação veio após Waak se recusar a declarar seus ganhos financeiros à comissão, bem como sustentar que não possuía conhecimento dos valores movimentados pela Fundação. “Em face de que o presidente não quer apresentar alguns dados de importância para a Comissão, gostaria de colocar essa proposta em votação com os membros”, argumentou Enivaldo.

Durante a reunião, perguntas envolvendo a atuação da Fundação Renova na diminuição de impactos relacionados ao crime ambiental ocorrido em Mariana foram feitas pelos deputados das duas comissões. Questões como o uso de agentes coagulantes na primeira fase de recuperação do Rio Doce, bem como o andamento das políticas de ressarcimento a atingidos foram apresentadas por Iriny Lopes (PT) e Euclério Sampaio (sem partido).

Sergio Majeski (PSB), Marcelo Santos (PDT), Marcos Garcia (PV), Alexandre Xambinho (Rede) e Rafael Favatto (Patriotas) também integraram a reunião conjunta das CPIs.

CADEIA

Além da quebra de sigilo envolvendo a Fundação Renova e seus diretores, o presidente da CPI da Sonegação de Tributos, Enivaldo dos Anjos também alertou Rogério Waak quanto ao crime passível de prisão, caso a Fundação Renova insistisse em enviar lobistas à Assembleia Legislativa, com o intuito de interferir nos trabalhos das comissões.

Segundo relatos dos próprios parlamentares e de funcionários de seus gabinetes, tem sido recorrente a visita de funcionários da Fundação Renova na Assembleia Legislativa na tentativa de reverter convocações, adiá-las e até mesmo evitar que sejam feitas.

“Que fique claro que a CPI tem pleno direito de investigar e saber o que acontece. Vocês não têm que recorrer a deputado ou a governo do Estado porque quanto mais vocês fazem isso, mais a gente vai investigar”, disse o deputado.

A CPI da Sonegação de Tributos volta a se reunir na próxima segunda-feira (19), às 9h no Plenário Dirceu Cardoso, da Assembleia.

 

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